
08.02.10 - 15:50
O "filme" que todo torcedor
paulistano apaixonado pela seleção brasileira sonha ver em meados de
julho, quando termina a Copa do Mundo da África do Sul, teve sua
primeira "cena" registrada na manhã desta segunda-feira, 8 de
fevereiro, no Memorial da América Latina. Cumprindo um cronograma que inclui 83 países, a taça da Copa do
Mundo da Fifa, no Brasil desde o último sábado, quando chegou ao Rio de
Janeiro, foi visitada por imprensa e convidados e exibiu toda sua
exuberança em oito quilos de ouro maciço 18 quilates, aumentando ainda
mais o desejo de todo brasileiro em ver o capitão Lúcio a levantando
sobre sua cabeça no próximo dia 11 de julho, ao soar o apito final da
decisão do Mundial em território sul-africano.
Depois de 225
dias peregrinando da Suíça pelo mundo afora, a taça enfrentou até um
ciclone, no Taiti, para chegar ao Brasil no dia e horário previstos, de
onde partirá para a América Central e Europa até chegar à África,
completando um percurso equivalente a três voltas completas em torno da
Terra.
Contando com a presença de personalidades importantes do
mundo político, como o ministro dos Esportes, Orlando Silva e o
secretário estadual de Esportes, Claury Alves da Silva, um
representante da Fifa, Leslie Dickens e ainda cinco ícones da conquista
do tricampeonato no México - Felix, o capitão Carlos Alberto Torres,
Clodoaldo, Rivellino e Edu -, o evento constatou que a torcida para ver
o troféu retornar à capital paulista dentro de pouco mais de cinco
meses apenas aumentou.
"O Brasil é a casa da Taça da Copa do
Mundo Fifa e não poderia ser deixado de fora do itinerário", justificou
Marcos Simões, vice-presidente de marketing da Coca-Cola, co-gestora do
evento, e mestre de cerimônias da ação, lembrando que a empresa é
patrocinadora permanente da Fifa desde a Copa de 1950 e também está
presente em todos os Mundiais desde então.
Até o presidente da FEMSA (Fomento Econômico Mexicano S.A), o argentino Miguel Angel Peirano, deixou de lado o sangue hermano
e se rendeu ao talento tupiniquim. "O Brasil vai trazer mais um
campeonato esse ano, pois é a seleção que melhor futebol está jogando",
comentou, meio sem graça, para desespero dos fãs de Diego Armando
Maradona.
Carlos Alberto Torres, um dos poucos homens do mundo
autorizados a levantar a taça - apenas campeões mundiais e chefes de
Estado têm tal honra -, brincou ao repetir o gesto que o consagrou no
México. "Ela é pesada pra burro. Apenas jogadores em atividade
conseguem isso. Segura meu braço aí, Félix", pediu, com medo de deixar
cair o cobiçado troféu.
O evento contou ainda com um tour
completo por cinco salas, com direito a reproduções de jornais
históricos, partidas de videogame, exposição com todas as bolas
oficiais usadas em Copas, um 'bate-papo' com o mascote oficial da Copa
da África do Sul e um rápido filme em 3-D. Nesta terça, a exposição
terá a presença do público que já adquriu convite e, segundo a
organização, deverá contar com cerca de 15 mil visitantes.