
08.02.10 - 11:18
O custo de cesta básica aumentou em janeiro em dez de 17 capitais
brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta
segunda-feira (8).
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta básica, que
monitora os preços dos gêneros alimentícios considerados
essenciais, as maiores altas foram registradas em Goiânia
(4,61%), Salvador (1,43%) e Florianópolis (1,1%) na comparação
com o mês anterior.
Os maiores recuos nos preços ocorreram em Belo
Horizonte (-3,87%), Brasília (-3,49%) e São Paulo (-1,39%).
Já em relação ao mesmo período de 2009, o valor
das cestas caiu em todas as 17 cidades, com destaques para as
maiores desvalorizações em Belo Horizonte (-11,35%) e Goiânia (-9,38%.
Porto Alegre teve a cesta básica mais cara entre
as capitais, a R$ 236,55; seguida por São Paulo (R$ 225,02).
Com base nos preços de Porto Alegre, o Dieese
estima que deveria ser de R$ 1.987,26 o valor do salário mínimo
necessário para cobrir despesas de um trabalhador e sua família
com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene,
transporte, lazer e previdência. A quantia é 3,9 vezes maior que o mínimo atual, que corresponde a
R$ 510.
Em dezembro, quando o salário mínimo era de R$
465, o menor salário deveria ser de R$ 1.995,91 (4,29 vezes o
mínimo então em vigor).